Inadimplência no mercado de curto prazo fica em 21,0% na liquidação de agosto de 2026
R$ 476,3 milhões ficaram em aberto; um ano antes, a inadimplência foi de 12,5%. É a maior proporção desde o degrau da série em julho de 2025.
- Inadimplência no MCP (agosto)
- 21,0%
- +8,5 p.p. em 12 meses
- Valor em aberto
- R$ 476,3 milhões
- R$ 433,7 milhões em julho
- A liquidar no mês
- R$ 2,27 bilhões
- R$ 2,13 bilhões em julho
- Encargos de serviço (ESS)
- R$ 147,2 milhões
- +130,4% sobre julho
Na liquidação do Mercado de Curto Prazo (MCP) de agosto de 2026, R$ 476,3 milhões ficaram em aberto — 21,0% dos R$ 2,27 bilhões a liquidar, segundo a CCEE.
Em julho, a proporção em aberto havia sido de 20,3% (R$ 433,7 milhões de R$ 2,13 bilhões).
Um ano antes, em agosto de 2025, a proporção foi de 12,5%; a de agora está 8,5 pontos percentuais acima.
Desde julho de 2025, a proporção ficou entre 7,2% e 21,0%; agosto é o ponto mais alto desse período. Antes, de julho de 2023 a junho de 2025, ela ficava entre 22,4% e 66,4%, com R$ 1,05 bilhão a R$ 1,45 bilhão em aberto. Entre junho e julho de 2025, o valor em aberto caiu para cerca de um terço, sem nota metodológica da CCEE; por isso o nível de hoje não se compara com o de antes.
Os encargos de serviço do sistema (ESS), que cobrem o despacho de usinas fora da ordem de mérito por segurança e restrições da rede, somaram R$ 147,2 milhões no mês (alta de 130,4% sobre julho) e R$ 142,2 milhões em agosto de 2025.
No MCP, a CCEE contabiliza e liquida todo mês as diferenças entre o que cada agente contratou e o que gerou ou consumiu. O valor em aberto é o que os devedores não pagaram na data da liquidação.
Veja o painel completo: Encargos e liquidação do MCP
A série inteira, com filtros e comparações — não só o recorte desta matéria. Download dos dados nos planos pagos.
Nota: Meses sem ponto no gráfico: a CCEE não publicou a liquidação do mês, ou publicou sem o valor pago e o valor em aberto (liquidação ainda não consolidada).
Nota: Degrau na série da CCEE em julho de 2025: o valor em aberto, que ficava entre R$ 1,05 e R$ 1,45 bilhão desde 2023, caiu de R$ 1,17 bilhão (junho) para R$ 0,37 bilhão (julho), sem nota metodológica da CCEE. Comparações que atravessam esse mês não indicam melhora nem piora dos pagamentos.
Metodologia: números calculados pelo EnergiaWATT a partir dos dados publicados pelas fontes, com as mesmas regras do painel; mês incompleto fica fora das comparações. Dados preliminares podem ser revisados pela fonte. Dados tratados pelo EnergiaWATT (agregação, cruzamento e cálculos descritos nas notas); não são a publicação original das fontes.
Fonte e licença
CCEE — Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, dados abertos — licença CC-BY 4.0.
Texto gerado a partir dos números publicados pelas fontes e revisado pela equipe do EnergiaWATT.