Mercado livre tem 41,5% do consumo de energia em agosto de 2026 na série por ambiente da CCEE
A série tem uma quebra desde fevereiro de 2026 que afeta o nível e a comparação; no consumo livre por ramo de atividade, sem a quebra, a variação em 12 meses foi de +1,9%.
- Participação do mercado livre (agosto, série da CCEE)
- 41,5%
- nível e comparação afetados pela quebra de série
- Consumo no mercado livre (ACL)
- 29.351 MWmed
- Consumo no mercado cativo (ACR)
- 41.376 MWmed
- Livre + autoprodução por ramo, 12 meses
- +1,9%
- 27.817 MWmed em agosto
O Ambiente de Contratação Livre (ACL), o mercado livre, respondeu por 41,5% do consumo de energia em agosto de 2026, segundo a série por ambiente de contratação da CCEE: 29.351 MWmed (megawatts médios), contra 41.376 MWmed no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), o mercado cativo das distribuidoras — 70.727 MWmed no total.
Essa série tem uma quebra desde fevereiro de 2026, e ela afeta também o nível, não só a comparação: a parcela do ACL que não aparece no consumo por ramo de atividade, que ficava entre 2.895 e 3.173 MWmed nos seis meses antes da quebra (de agosto de 2025 a janeiro de 2026), foi de 1.534 MWmed em agosto. Se ela tivesse ficado no nível de antes, a fatia do mercado livre no mês seria de 42,6 a 42,8%. A CCEE não publicou nota metodológica sobre a mudança.
Por isso, a variação em 12 meses é medida em outras séries: o consumo livre e de autoprodução por ramo de atividade, do mesmo conjunto de dados da CCEE e sem a quebra, teve alta de 1,9% (27.817 MWmed em agosto); na série da EPE, o mercado livre teve 46,7% do consumo em agosto de 2026, no mesmo nível de um ano antes. A série da EPE soma o consumo de clientes livres e cativos declarado pelas distribuidoras — outra base, por isso o nível não coincide com o da CCEE.
Entre os ramos de atividade do ACL, os que mais cresceram em 12 meses foram Serviços (+202 MWmed, +9,4%), Comércio (+124 MWmed, +7,1%) e Metalurgia e produtos de metal (+117 MWmed, +1,9%). A maior retração foi em Minerais não metálicos (−112 MWmed, −4,4%).
No mercado livre, grandes consumidores compram energia diretamente de geradores e comercializadoras; no cativo, a compra é feita pela distribuidora. A abertura para a baixa tensão está prevista para nov/2027 (comércio e indústria) e nov/2028 (residências).
Veja o painel completo: Mercado livre × cativo
A série inteira, com filtros e comparações — não só o recorte desta matéria. Download dos dados nos planos pagos.
Nota: Quebra de série na CCEE a partir de fev/2026: o total do ACL passou a ficar abaixo do ano anterior, mas o consumo livre por ramo de atividade (mesmo conjunto de dados) ficou estável e a série da EPE cresceu. A quebra afeta o nível da fatia do mercado livre (que fica abaixo do que daria o critério anterior) e as comparações do total ACL/ACR que atravessam fev/2026, que não indicam retração do mercado livre. A CCEE não publicou nota metodológica sobre a mudança.
Metodologia: números calculados pelo EnergiaWATT a partir dos dados publicados pelas fontes, com as mesmas regras do painel; mês incompleto fica fora das comparações. Dados preliminares podem ser revisados pela fonte. Dados tratados pelo EnergiaWATT (agregação, cruzamento e cálculos descritos nas notas); não são a publicação original das fontes.
Fonte e licença
CCEE — Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, dados abertos — licença CC-BY 4.0.
EPE — Empresa de Pesquisa Energética (publicações e dados abertos) — licença Reprodução permitida com citação da fonte.
Texto gerado a partir dos números publicados pelas fontes e revisado pela equipe do EnergiaWATT.