Mercado livre tem 42,6% do consumo de energia em julho de 2026 na série por ambiente da CCEE

A série tem uma quebra desde fevereiro de 2026 que afeta o nível e a comparação; no consumo livre por ramo de atividade, sem a quebra, a variação em 12 meses foi de +0,8%.

Redação EnergiaWATT · atualizada em · leitura de 2 min · dados de julho de 2026
Consumo livre e de autoprodução por ramo de atividade (MWmed) — série sem a quebra de fev/2026
Fonte: CCEE — Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, dados abertos (CC-BY 4.0); EPE — Empresa de Pesquisa Energética (publicações e dados abertos) (Reprodução permitida com citação da fonte). Elaboração: EnergiaWATT.
Participação do mercado livre (julho, série da CCEE)
42,6%
nível e comparação afetados pela quebra de série
Consumo no mercado livre (ACL)
29.284 MWmed
Consumo no mercado cativo (ACR)
39.454 MWmed
Livre + autoprodução por ramo, 12 meses
+0,8%
27.494 MWmed em julho

O Ambiente de Contratação Livre (ACL), o mercado livre, respondeu por 42,6% do consumo de energia em julho de 2026, segundo a série por ambiente de contratação da CCEE: 29.284 MWmed (megawatts médios), contra 39.454 MWmed no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), o mercado cativo das distribuidoras — 68.738 MWmed no total.

Essa série tem uma quebra desde fevereiro de 2026, e ela afeta também o nível, não só a comparação: a parcela do ACL que não aparece no consumo por ramo de atividade, que ficava entre 2.895 e 3.173 MWmed nos seis meses antes da quebra (de agosto de 2025 a janeiro de 2026), foi de 1.790 MWmed em julho. Se ela tivesse ficado no nível de antes, a fatia do mercado livre no mês seria de 43,5 a 43,7%. A CCEE não publicou nota metodológica sobre a mudança.

Por isso, a variação em 12 meses é medida em outras séries: o consumo livre e de autoprodução por ramo de atividade, do mesmo conjunto de dados da CCEE e sem a quebra, teve alta de 0,8% (27.494 MWmed em julho); na série da EPE, o mercado livre teve 46,6% do consumo em julho de 2026, 0,2 p.p. acima de um ano antes. A série da EPE soma o consumo de clientes livres e cativos declarado pelas distribuidoras — outra base, por isso o nível não coincide com o da CCEE.

Entre os ramos de atividade do ACL, os que mais cresceram em 12 meses foram Serviços (+155 MWmed, +7,4%), Extração de minerais metálicos (+131 MWmed, +7,1%) e Comércio (+43 MWmed, +2,4%). A maior retração foi em Minerais não metálicos (−53 MWmed, −2,1%).

No mercado livre, grandes consumidores compram energia diretamente de geradores e comercializadoras; no cativo, a compra é feita pela distribuidora. A abertura para a baixa tensão está prevista para nov/2027 (comércio e indústria) e nov/2028 (residências).

Veja o painel completo: Mercado livre × cativo

A série inteira, com filtros e comparações — não só o recorte desta matéria. Download dos dados nos planos pagos.

Nota: Quebra de série na CCEE a partir de fev/2026: o total do ACL passou a ficar abaixo do ano anterior, mas o consumo livre por ramo de atividade (mesmo conjunto de dados) ficou estável e a série da EPE cresceu. A quebra afeta o nível da fatia do mercado livre (que fica abaixo do que daria o critério anterior) e as comparações do total ACL/ACR que atravessam fev/2026, que não indicam retração do mercado livre. A CCEE não publicou nota metodológica sobre a mudança.

Metodologia: números calculados pelo EnergiaWATT a partir dos dados publicados pelas fontes, com as mesmas regras do painel; mês incompleto fica fora das comparações. Dados preliminares podem ser revisados pela fonte. Dados tratados pelo EnergiaWATT (agregação, cruzamento e cálculos descritos nas notas); não são a publicação original das fontes.

Fonte e licença

CCEE — Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, dados abertos — licença CC-BY 4.0.

EPE — Empresa de Pesquisa Energética (publicações e dados abertos) — licença Reprodução permitida com citação da fonte.

Texto gerado a partir dos números publicados pelas fontes e revisado pela equipe do EnergiaWATT.