Subsídios da CDE somam R$ 26,52 bilhões no ano até agosto de 2026, alta de 38,3% em um ano

Fora da comparação ficam R$ 4,18 bilhões em repasses sem paralelo de janeiro a agosto de 2025: a repactuação do UBP (Uso de Bem Público das hidrelétricas) e o excedente da liquidação do mercado de curto prazo (Lei 15.269). As quotas cobradas nas tarifas tiveram alta de 29,4%.

Redação EnergiaWATT · atualizada em · leitura de 2 min · dados de agosto de 2026
Saídas mensais da CDE (R$ milhões, pelo mês de caixa) — subsídios e repasses extraordinários
Fonte: CCEE — Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, dados abertos (CC-BY 4.0). Elaboração: EnergiaWATT.
Subsídios pagos pela CDE de janeiro a agosto de 2026
R$ 26,52 bilhões
+38,3% ante 2025
Repasses sem paralelo em jan–ago/25
R$ 4,18 bilhões
repactuação do UBP e excedente do MCP da Lei 15.269
Quotas cobradas nas tarifas de janeiro a agosto de 2026
R$ 34,25 bilhões
+29,4% ante 2025
Maior destino no ano
Descontos tarifários
40% dos subsídios

A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) pagou R$ 26,52 bilhões em descontos e subsídios de janeiro a agosto de 2026, segundo os demonstrativos de caixa da CCEE, contra R$ 19,18 bilhões no mesmo período de 2025 (alta de 38,3%). Além disso, a conta repassou R$ 4,18 bilhões em itens sem paralelo de janeiro a agosto de 2025: R$ 4,06 bilhões da repactuação do UBP e R$ 118,6 milhões do excedente do MCP da Lei 15.269. Com eles, as saídas somam R$ 30,69 bilhões.

Só em agosto, as saídas somaram R$ 7,72 bilhões, das quais R$ 4,06 bilhões de repasses extraordinários. O UBP é o pagamento das hidrelétricas pelo Uso de Bem Público; na repactuação, os geradores pagaram à CDE e a conta repassou o valor, que por isso aparece nas entradas e nas saídas.

Os maiores destinos dos subsídios no ano foram descontos tarifários (R$ 10,72 bilhões, 40% do total), Tarifa Social (R$ 6,51 bilhões, 25%) e geração distribuída (R$ 4,87 bilhões, 18%).

Do lado das entradas, a conta arrecadou R$ 43,42 bilhões de janeiro a agosto de 2026 (alta de 53,9% ante 2025), dos quais R$ 7,86 bilhões vieram de itens sem paralelo de janeiro a agosto de 2025: R$ 5,03 bilhões da repactuação do UBP e R$ 2,83 bilhões da desestatização da Eletrobras. As quotas cobradas nas tarifas de energia somaram R$ 34,25 bilhões, alta de 29,4% sobre o mesmo período de 2025.

A CDE é o fundo setorial que custeia políticas públicas do setor elétrico — descontos tarifários, Tarifa Social (baixa renda), universalização e subsídios a fontes. As quotas entram na conta de luz de todos os consumidores, cativos e livres.

Veja o painel completo: Subsídios da CDE

A série inteira, com filtros e comparações — não só o recorte desta matéria. Download dos dados nos planos pagos.

Nota: Valores efetivamente pagos e recebidos no mês de caixa (demonstrativos da CCEE), sem correção pela inflação.

Nota: Itens sem paralelo no mesmo período de 2025 (repactuação do UBP, excedente do MCP da Lei 15.269 e desestatização da Eletrobras) ficam fora da comparação ano contra ano e aparecem à parte.

Metodologia: números calculados pelo EnergiaWATT a partir dos dados publicados pelas fontes, com as mesmas regras do painel; mês incompleto fica fora das comparações. Dados preliminares podem ser revisados pela fonte. Dados tratados pelo EnergiaWATT (agregação, cruzamento e cálculos descritos nas notas); não são a publicação original das fontes.

Fonte e licença

CCEE — Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, dados abertos — licença CC-BY 4.0.

Texto gerado a partir dos números publicados pelas fontes e revisado pela equipe do EnergiaWATT.