Subsídios da CDE somam R$ 30,29 bilhões no ano até setembro de 2026, alta de 34,7% em um ano

Fora da comparação ficam R$ 4,66 bilhões em repasses sem paralelo de janeiro a setembro de 2025: a repactuação do UBP (Uso de Bem Público das hidrelétricas) e o excedente da liquidação do mercado de curto prazo (Lei 15.269). As quotas cobradas nas tarifas tiveram alta de 23,5%.

Redação EnergiaWATT · leitura de 2 min · dados de setembro de 2026
Saídas mensais da CDE (R$ milhões, pelo mês de caixa) — subsídios e repasses extraordinários
Fonte: CCEE — Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, dados abertos (CC-BY 4.0). Elaboração: EnergiaWATT.
Subsídios pagos pela CDE de janeiro a setembro de 2026
R$ 30,29 bilhões
+34,7% ante 2025
Repasses sem paralelo em jan–set/25
R$ 4,66 bilhões
repactuação do UBP e excedente do MCP da Lei 15.269
Quotas cobradas nas tarifas de janeiro a setembro de 2026
R$ 38,27 bilhões
+23,5% ante 2025
Maior destino no ano
Descontos tarifários
40% dos subsídios

A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) pagou R$ 30,29 bilhões em descontos e subsídios de janeiro a setembro de 2026, segundo os demonstrativos de caixa da CCEE, contra R$ 22,48 bilhões no mesmo período de 2025 (alta de 34,7%). Além disso, a conta repassou R$ 4,66 bilhões em itens sem paralelo de janeiro a setembro de 2025: R$ 4,54 bilhões da repactuação do UBP e R$ 118,6 milhões do excedente do MCP da Lei 15.269. Com eles, as saídas somam R$ 34,95 bilhões.

Só em setembro, as saídas somaram R$ 4,26 bilhões, das quais R$ 486,5 milhões de repasses extraordinários. O UBP é o pagamento das hidrelétricas pelo Uso de Bem Público; na repactuação, os geradores pagaram à CDE e a conta repassou o valor, que por isso aparece nas entradas e nas saídas.

Os maiores destinos dos subsídios no ano foram descontos tarifários (R$ 12,14 bilhões, 40% do total), Tarifa Social (R$ 7,37 bilhões, 24%) e geração distribuída (R$ 5,60 bilhões, 19%).

Do lado das entradas, a conta arrecadou R$ 47,55 bilhões de janeiro a setembro de 2026 (alta de 42,1% ante 2025), dos quais R$ 7,93 bilhões vieram de itens sem paralelo de janeiro a setembro de 2025: R$ 5,09 bilhões da repactuação do UBP e R$ 2,83 bilhões da desestatização da Eletrobras. As quotas cobradas nas tarifas de energia somaram R$ 38,27 bilhões, alta de 23,5% sobre o mesmo período de 2025.

A CDE é o fundo setorial que custeia políticas públicas do setor elétrico — descontos tarifários, Tarifa Social (baixa renda), universalização e subsídios a fontes. As quotas entram na conta de luz de todos os consumidores, cativos e livres.

Veja o painel completo: Subsídios da CDE

A série inteira, com filtros e comparações — não só o recorte desta matéria. Download dos dados nos planos pagos.

Nota: Valores efetivamente pagos e recebidos no mês de caixa (demonstrativos da CCEE), sem correção pela inflação.

Nota: Itens sem paralelo no mesmo período de 2025 (repactuação do UBP, excedente do MCP da Lei 15.269 e desestatização da Eletrobras) ficam fora da comparação ano contra ano e aparecem à parte.

Metodologia: números calculados pelo EnergiaWATT a partir dos dados publicados pelas fontes, com as mesmas regras do painel; mês incompleto fica fora das comparações. Dados preliminares podem ser revisados pela fonte. Dados tratados pelo EnergiaWATT (agregação, cruzamento e cálculos descritos nas notas); não são a publicação original das fontes.

Fonte e licença

CCEE — Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, dados abertos — licença CC-BY 4.0.

Texto gerado a partir dos números publicados pelas fontes e revisado pela equipe do EnergiaWATT.